Besouro...

domingo, 1 de novembro de 2009

Nesse sábado fui ao cinema para ver "Besouro". Filme dirigido por João Daniel Tikhomiroff. Posso classificá-lo com uma nota entre 7,0 ou 7,5 no máximo, e para ser generoso. Isso o põe na média.

Fui com uma certa empolgação, estava ansioso e esperava ver uma grande obra cinematográfica. Sempre torço pelo sucesso e pela qualidade do cinema nacional, e o tema do filme por si só já é muito interessante. Mas infelizmente, o longa não correspondeu às minhas espectativas. Talvez por que eu tenha ido esperando ver demais.

As cenas que envolveram o lado místico da coisa foram perfeitas. Entre as "participações especiais" podemos contar Ossaim, Oxum, Ogum, Iansã e o bom e velho Exu, aliás, "bom pra quem é bom com ele, e mau pra quem não sabe respeitá-lo".

Essas cenas, junto com as sessões de pancadaria (que são f*da mesmo!), salvaram o filme. Pois o roteiro ficou pouco interessante. Foi aquele velho esquema de filme de kung-fu: O mestre é assassinado e o pupilo vinga o mestre. Além de um trio-amoroso meio que mal-explicado. E tudo acontece muito depressa. Creio que o roteiro poderia ter sido melhor elaborado. E acredito que o diretor poderia ter se esforçado mais. Se tivessem aprofundado na questão da escravidão e do misticismo o filme poderia ter sido melhor. Perderam uma grande oportunidade de fazer um filme maravilhoso, gastaram-na fazendo um filme regular.

Apesar de não ser a obra de Arte que eu esperava ver, é um filme divertido e com muita ação e aventura. Vão ao cinema e tirem suas próprias conclusões. E divirtam-se.

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Poems everybody...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Me disse: "Odeio"!

E esse verbo reverberou em minha mente
Qual a dor d'uma chaga perversa,
horrível e contundente,
Que perturba a agonia última
Que é a última gôta de vida de um doente.

E a Fome, esta madrasta,
Me persegue pela noite.
Numa tortura cruel e nefasta,
Na qual as verdades servem de açoite,
Pois a mentira já está toda gasta.

A chuva escura vem vindo do norte.
Ouço ao longe o dobrar dos sinos da Morte,
Anunciando em seu badalar a terrível sorte
De alguém que outrora pensara ser forte.

O som do silêncio ecoa e se mostra perverso.
A última gôta de chuva cái nesse deserto, espalhando em mim sua essência.
E Eu derramo a minha última gôta de vida nesse verso,
Pois percebi que não há mais sentido na minha existência.


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F.M. (26/10/2009)

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The Black Sabbath

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

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...and the Holy Grail...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Liber Cheth vel Vallum Abiegni
{Sub Figura CLVI}


*


1. This is the secret of the Holy Graal, that is the sacred vessel of our Lady the Scarlet Woman, Babalon the Mother of Abominations, the bride of Chaos, that rideth upon our Lord the Beast.

1.Este é o segredo do Santo Graal, que é o sacro cálice de nossa Senhora, a Mulher-Escarlate, Babalon, a Mãe das Abominações, a noiva do Caos, aquela que cavalga o nosso Senhor, a Besta.

2. Thou shalt drain out thy blood that is thy life into the golden cup of her fornication.

2.Deve tu escorrer teu sangue, a tua vida, para o doirado cálice de Sua[2] fornicação.

3. Thou shalt mingle thy life with the universal life. Thou shalt keep not back one drop.

3.Deve tu misturar tua vida com a vida universal. Tu não deverás poupar uma gôta.

4. Then shall thy brain be dumb, and thy heart beat no more, and all thy life shall go from thee; and thou shalt be cast out upon the midden, and the birds of the air shall feast upon thy flesh, and thy bones shall whiten in the sun.

4.Então teu cérebro deverá estar embotado, e teu coração não mais baterá, e toda tua vida de ti deverá partir; e serás arremessado à estrumeira, e as aves do ar banquetear-se-ão com tua carne, e teus ossos embranquecerão ao sol.

5. Then shall the winds gather themselves together, and bear thee up as it were a little heap of dust in a sheet that hath four corners, and they shall give it unto the guardians of the abyss.

5.Então os ventos reunir-se-ão, carregando-te como se fosses uma pequena pilha de pó num lençol com quatro pontas, e dar-te-ão aos guardiões do abismo.

6. And because there is no life therein, the guardians of the abyss shall bid the angels of the winds pass by. And the angels shall lay thy dust in the City of the Pyramids, and the name thereof shall be no more.

6.E porque não há vida ali, os guardiões do abismo concederão passagem aos anjos dos ventos. E os anjos deitarão tuas cinzas na Cidade das Pirâmides, e nome, doravante,não mais existirá.

7. Now therefore that thou mayest achieve this ritual of the Holy Graal, do thou divest thyself of all thy goods.

7.Agora,portanto, para que possas realizar/atingir este ritual do Santo Graal, deve tu livrar-te de todos os teus bens.

8. Thou hast wealth; give it unto them that have need thereof, yet no desire toward it.

8.Tens riqueza? Dá-a àqueles que dela necessitam, contudo não a desejem.

9. Thou hast health; slay thyself in the fervour of thine abandonment unto Our Lady. Let thy flesh hang loose upon thy bones, and thine eyes glare with thy quenchless lust unto the Infinite, with thy passion for the Unknown, for Her that is beyond Knowledge the accursed one.

9.Tens saúde? Assassina-te no fervor de teu abandono em Nossa Senhora. Deixa tua carne pender frouxa sobre teus ossos, e teus olhos mirarem com tua insaciável luxúria o Infinito, com tua paixão pelo Desconhecido, por Ela que está além do Conhecimento, o amaldiçoado.

10. Thou hast love; tear thy mother from thine heart, and spit in the face of thy father. Let thy foot trample the belly of thy wife, and let the babe at her breast be the prey of dogs and vultures.

10.Tens amor? Rasga tua mãe de teu peito, e escarra na face de teu pai. Pisoteia o ventre de tua esposa, e deixa-lhe o bebê ser presa de cães e abutres.

11. For if thou dost not this with thy will, then shall We do this despite thy will. So that thou attain to the Sacrament of the Graal in the Chapel of Abominations.

11.Pois se tu não fizeres este com tua Vontade, então Nós faremos a despeito dela. Deste modo atingirás o Sacramento do Graal na Capela das Abominações.

12. And behold! if by stealth thou keep unto thyself one thought of thine, then shalt thou be cast out into the abyss for ever; and thou shalt be the lonely one, the eater of dung, the afflicted in the Day of Be-with-Us.

12.E,acautela-te!,se por subterfúgio mantiveres-te um pensamento teu, então serás arremessado para o abismo para sempre; e serás o sobre-solitário, o comedor de estrume, o atormentado no Dia do Sê-Conosco.

13. Yea! verily this is the Truth, this is the Truth, this is the Truth. Unto thee shall be granted joy and health and wealth and wisdom when thou art no longer thou.

13.Sim!Verdadeiramente esta é a Verdade, esta é a Verdade, esta é a Verdade. À ti será garantido deleite e saúde e riqueza e sabedoria quando tu não fores mais tu.

14. Then shall every gain be a new sacrament, and it shall not defile thee; thou shalt revel with the wanton in the market-place, and the virgins shall fling roses upon thee, and the merchants bend their knees and bring thee gold and spices. Also young boys shall pour wonderful wines for thee, and the singers and the dancers shall sing and dance for thee.

14.Então cada ganho será um novo sacramento, e este não te corromperá; gozarás com o lascivo na ágora, e as virgens lançarão rosas sobre ti, e os mercadores ajoelhar-se-ão e trar-te-ão ouro e especiarias. Também mancebos manarão maravilhosos vinhos sobre ti,e os cantores e dançarinos para ti cantarão e dançarão.

15. Yet shalt thou not be therein, for thou shalt be forgotten, dust lost in dust.

15.Entretanto, tu não estarás ali, pois tu serás esquecido, pó perdido no pó.

16. Nor shall the aeon itself avail thee in this; for from the dust shall a white ash be prepared by Hermes the Invisible.

16.Nem o próprio éon julgar-te-á nisto; pois a partir do pó será uma cinza branca preparada por Hermes, o Invisível.

17. And this is the wrath of God, that these things should be thus.

17.E trata-se da fúria de Deus, para que estas cousas sejam assim.

18. And this is the grace of God, that these things should be thus.

18.E trata-se da graça de Deus, para que estas cousas sejam assim.

19. Wherefore I charge you that ye come unto me in the Beginning; for if ye take but one step in this Path, ye must arrive inevitably at the end thereof.

19.Por isto,convoco-vos que vindes à mim no Início; pois se vós dais um só passo nesta Senda, vós deveis chegar inevitavelmente no seu término.

20. This Path is beyond Life and Death; it is also beyond Love; but that ye know not, for ye know not Love.

20.Esta Senda está além da Vida e Morte; está, também, além do Amor. Mas esse vós não conheceis, pois vós não conheceis o Amor.

21. And the end thereof is known not even unto Our Lady or to the Beast whereon She rideth; nor unto the Virgin her daughter nor unto Chaos her lawful Lord; but unto the Crowned Child is it known? It is not known if it be known.

21.E o término deste é desconhecido mesmo por Nossa Senhora ou a Besta que Ela cavalga;[sendo também desconhecido] pela Virgem, sua filha, e por Caos, seu legítimo Senhor; mas este é conhecido pela Criança Coroada? Este não é conhecido se for conhecido.

22. Therefore unto Hadit and unto Nuit be the glory in the End and the Beginning; yea, in the End and the Beginning.

22.Portanto sê de Hadit e Nuit a glória no Término e no Começo; sim, no Término e no Começo.


*

Autor: Aleister Crowley {To Mega Therion, 666, A.'.A.'.}

Tradução: R.C.Zarco [1]

Notas:

[1] A tradução de títulos de publicações thelêmicas em geral, faz-se inusual pelo uso abusivo de termos ligados quase exclusivamente a terminologia esotérica em tais nomes. Este uso excessivo de verbetes, composições e arranjos que com dificuldade encontram no vocabulário-comum imediatos sinônimos ou expressões curtas com mesmo conteúdo semântico, amiúde leva os tradutores a capitularem traduzir estes títulos,literalmente, ”herméticos”. Todavia,num esforço contrário ao procedimento corriqueiro, propõe-se uma tradução para o título: "Livro(liber) [da]* existência elementar(cheth) da paliçada/serra(vallum) de Abiegnus**(Abiegni).

*A letra hebréia "cheth", costumeiramente posta no ocultismo ocidental como um termo técnico, carece de um genitivo aqui que supri, por caráter de cognição, com o "da".

**Segundo a tradição Rosa-Cruz, trata-se de um monte sacro, similar a Meru, Lykaos e congêneres, onde Iniciações dar-se-iam e o corpo de seu mítico fundador (Christian Rosencreutz) descansa.

[2] “Sua”(her), aqui, refere-se à Babalon.

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Acta Diurna VI

domingo, 20 de setembro de 2009
Ontem eu estava circulando pelos corredores de uma determinada biblioteca aqui em São Paulo, estava admirando os exemplares interessantíssimos de livros antigos. Cheguei a um corredor estreito que parecia ser pouco freqüentado. Nele só havia revistas (revistas comuns e a grande maioria sem utilidade nenhuma). Quando fuçava em uma das prateleiras procurando alguma coisa que me interessasse, me deparo com algo totalmente inesperado. Esquecido, abandonado e desolado, colocado no fundo da tal prateleira, de forma que ficou evidente que alguém o tinha escondido ali de propósito. Coberto de pó, eu vi um pequeno amontoado de papéis amarelados, guardados dentro de uma pasta de couro preto já bem gasto. Aquilo me chamou a atenção. Abri a pasta e dei uma primeira olhada em seu conteúdo. Pelo estado, parecia pertencer a algum autor do Século XVIII. Eram escritos feitos a mão e em latim. Guardei em minha mochila e os trouxe para casa. Iniciei a tradução que se seguiu madrugada a dentro, com a ajuda de um pequeno manual comprado em um sebo e de alguns pdfs, consegui traduzir uma pequena parte. O resto está em grego, e tentarei traduzir em um momento mais oportuno.

Aqui segue o que consegui recuperar:

Carta de um Anjo Caído a uma Suicída

"Em primeiro lugar, devo pedir-lhe que não responda essa carta de modo algum. Conforme foi combinado entre nós. Escrevo somente por que senti verdadeira necessidade de fazê-lo. Não desejo, através desta, me fazer vítima. Tão pouco quero que se sinta culpada pela minha atual situação.

Estou passando por um período negro em minha existência, e meu coração está cheio de tristeza; tristeza e sombras. Lembro-me dos primeiros momentos, dos primeiros meses dessa longa viagem, através de mares azuis, tempestuosos, porém puros e alegres. Jamais imaginei que passaríamos por isso. Amaldiçôo as vezes em que mentiras foram lançadas ao vento! Amo, e ainda assim sofro. Mas não consigo enxergar outra saída, nenhuma outra se não essa. [...]

Lembro-me dos meus primeiros dias fora do Éden, logo após provar o fruto que permitiu-me Saber. Lembro da primeira flor-da-terra que colhi. Esta me traiu, pois era bela à visão e feia ao olfato. Antes de tomá-la senti algo estranho em meu Ser. "Mas é tão bela...", pensei. Ao segurá-la em minhas mãos senti como se sombras furtivas se esgueirassem atrás de mim e por sobre minha própria sombra. Fui tomado por uma terrível ansiedade, e senti lâmina fria penetrando minh'alma, guiada por mão amiga que se fez inimiga. Tive vontade de não colher mais flores.

Chegou abril e nova flor colhi. Mais bela que a de outrora. Senti pureza em sua alma e amor pela Criação, e fiquei grato pela Natureza a ter posto em meu caminho. A coloquei em meu cabelo, cantei, dancei e a chamei de Λίγο μανιταριών, pelo seu formato singular e pela alegria que me trouxera. A Natureza sorria, e eu a amava também. [...]

Mas dias atrás meu mundo ficou sem vida. A aparência da minha querida flor se fez diferente, estranha ao meu conhecimento, e eu senti aquela terrível sensação dos dias passados. A mesma que sentira ao tocar a antiga e até então esquecida flor-da-terra. [...]

Eu não entendo o que eu possa ter feito de errado. Se souberes, por favor, revele-me esse segredo. Seja o que for, por favor, me diga. Pois estou me sentindo qual morto recém enterrado, trancado em sua fria cama tumular, numa situação em que não gostaria de estar, que não compreende e que foge ao seu controle; pois forças maiores me impedem que eu a modifique.

[...] Por que Ela me fez isso? Por que infligir-me essa dor? Não havia necessidade alguma. Por que fugir à luz-da-verdade? [...] Temo pelo nosso futuro. Creio que jamais poderei confiar e agir com pureza novamente. Gostaria que as coisas fossem como antes. Mas isso é quase impossível, eu diria. E levaria muitos nascimentos até que voltássemos ao nosso lugar de direito. Queria um futuro mais belo e auspicioso, e queria rolar com Λίγο μανιταριών na grama verde por muitas primaveras; e poder sentir suas pétalas cor-de-rosa e macias em meu rosto novamente, como já não sinto há algum tempo. Gostaria de não ficar mais preso, qual condenado! Quero ser livre e amar! E não ser tratado como matéria, como objeto, pois não o Sou!

Eu não deveria ter sido tão ingênuo. [...] Pensar em ser feliz. [...] Para os bons a felicidade é quase inalcançável, por isso digo: ter bondade é ter coragem! Triste ironia! Abismal coincidência! Não sei por que nasci para querer ajudar e querer consertar o que não pode ser! [...]"

P. S.: Agradecimentos especiais a dois amigos imortais. W.B. e W.W., muito agradecido.

P. P. S.: Sugestão de trilha sonora, "Ghost Love Score" do Nightwish, e "Lacrimosa" de Mozart, ambos escutados durante a tradução.

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Cof... Cof...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pastor Valdomiro Santiago

"O pastor teria sido vítima de um naufrágio. Segundo relatos do próprio sacerdote, no dia 21 de Maio de 1996, Valdemiro e mais alguns companheiros saíram de barco para pescar em alto mar. Quando já se encontravam cerca de três quilômetros da praia, perceberam que o barco estava mais pesado do que o normal.

Quando estavam a 20 quilômetros da praia, a água entrava no porão e o barco começou a afundar. Valdemiro teria distribuído os três coletes salva-vidas entre os seus companheiros, disse para eles que ficassem na bóia do barco que ele nadaria em direção a praia a fim de conseguir ajuda. Dois de seus companheiros que decidiram segui-lo a nado desapareceram nas águas.

Valdemiro conta que nadou mais de sete horas com câimbras, dores nos braços, nas pernas, olhos sangrando devido à salinidade do mar, e o mais temível, em meio a enormes tubarões, que nadavam ao seu redor. Várias vezes gritou pelo seu Deus. Na época, ele pesava 153 quilos. Seu companheiro que ficara na bóia foi resgatado por um barco pesqueiro.Valdemiro diz que Deus enviou anjos para salvá-lo.

Ele afirma que ficou inconsciente por algum tempo e, ao acordar, estava sendo carregados dois anjos, que no início acreditava serem dois homens. Perguntou-lhes em que língua falavam e eles responderam em qualquer língua que ele soubesse, inclusive, a língua portuguesa. Os anjos aconselharam-no a não falar, apenas descansar, pois estavam ali para ajudá-lo. O próprio apóstolo contou essa história em entrevista à revista Eclésia, edição de 126."

Anjos fortes esses hein? Carregar um cara de 153 quilos que nadou durante 7 horas junto a tubarões, não é mole não!

Eu falaria com esses anjos na língua do P do Lula, com a língua presa e trocando os R por L, nem o cão iria entender.


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Vou criar uma nova tag chamada de post inútil...

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Questão de Utilidade...

terça-feira, 15 de setembro de 2009
Estou chegando quase ao fim da minha série "Ataques consecutivos aos Dogmas e Religiões". O que não deve-se entender por ataques a Deus, a quem tenho em grande estima; desde que o próprio habita em Mim (e em vós) e Eu Sou Ele mesmo (e vós também sois). Para finalizar com chave de ouro pensei num modo de obter a ajuda dos leitores deste humilde blog. Faremos então um jogo "orkutiano", o qual consiste em achar finalidades úteis para as igrejas. Vale desde católicas e protestantes até ortodoxas ou sei-lá-mais-o-quê. Esbanjem suas criatividade e regozijem-se com as mais variadas utilidades das singelas capelinhas.

"Mas como assim, cara?! Só vale igreja?" Estenderemos então o jogo à tudo que for relativo às religiões dogmáticas; incluindo seus utensílios, suas "verdades absolutas" e até seus representantes. Postem seus comentários e digam vocês mesmos qual a utilidade possível para aquele chocalho irritante usado nas procissões.

Começarei então, dando o exemplo, afinal eu tive essa idéia absurda. Lá vamos nós:

Sim companheiro, as igrejas são deveras úteis. A Igreja Católica Romana, por exemplo, pode ser tomada como ponto de referência para que um Homem siga um caminho na vida. Se você desce na Praça da República, a fim de chegardes na R. da Consolação, 1660; olhai bem em volta. Assim que avistardes uma torre cizenta e defumada pela poluição, segue nessa direção. Chegarás com toda certeza à rua desejada. Daí em diante, guiado já pela torre que te apontou o caminho, basta seguir com suas próprias pernas até o teu destino. A Igreja te leva à R. da Consolação, 1660.

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Acta Diurna V

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Assembléia de Deus se prepara para as Eleições

“Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!"

Foi isso o que supostamente Jesus respondeu quando perguntado se os judeus deveriam ou não pagar impostos a Roma. Mas essa postura de neutralidade política já a muito tempo deixou de ser a norma do evangelho. No Brasil, seguindo uma tendência internacional, as igrejas se tornaram verdadeiros redutos eleitorais onde votos de cristãos elegem cristãos para interesse da "cristandade", e que interesses são esses podemos apenas imaginar.

Segundo noticia do grupo Estado a "Assembleia de Deus", conhecida igreja neo-pentecostal, já começou a campanha para as próximas eleições. Segundo a matéria Manoel Ferreira, presidente vitalício da Assembléia de Deus e deputado federal pelo PTB no Rio de Janeiro, enviou uma série de cartas aos pastores de sua igreja pedindo votos ao pastor Dilmo dos Santos para deputado estadual em São Paulo nas eleições de 2010. O "pedido" de apoio divulgado pelo jornal tem um tom deveras ameaçador:

"Esta eleição me mostrará quem são meus amigos e homens de confiança através dos mapas eleitorais. (...) Oro a Deus que não tenha nenhuma surpresa negativa, o que evidenciaria em quebra de confiança (...) Mais vale a presidência de uma igreja e a confiança de um presidente nacional vitalício que qualquer acordo político contra a nossa vontade."

Com palavras que com certeza garantiriam uma sessão na ponta que estala do chicote de Cristo, na porta do Templo, milênios atrás, o dirigente por fim instrue os pastores a iniciarem desde já a "conscientização" do rebanho. Mais uma vez, os cristãos mostram sua maneira de lidar com a Democracia, esta antiga invenção grega dos pagãos.

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Este texto foi retirado de http://www.mortesubita.org/

Devo registrar que o termo Cristão não foi bem empregado, onde se lê "cristão" pode-se entender "católico romano" ou "evangélico protestante". Uma pesquisa mais aprofundada sobre o cristianismo mostra que a grande maioria das igrejas não são tão "cristãs" como afirmam ser. Ademais, o texto mostra (mais uma vez) toda essa falcatrua que acontece por aí. Cabe a nós tentarmos diminuir isso; procurando conscientizar as pessoas e dando uma alfinetada nos pastores sempre que pudermos.

Uivos... E até a próxima.

"Que a Força esteja com vocês!"

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