Entrevista com Marcelo Del Debbio

terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Marcelo Del Debbio é formado em arquitetura pela FAU-USP, com especializações em Semiótica e História da Arte. Escreve profissionalmente há mais de quinze anos, e é editor chefe da Daemon (Editora de Livros de RPG). É um estudioso nas áreas de Religiões, Mitologia e Ocultismo, tendo publicado recentemente a sua Enciclopédia de Mitologia, com mais de 7.159 verbetes. Além do mais, é um tremendo conspirólogo.



"Senhoras, levantem as barras de suas saias, iremos atravessar o inferno!"



À entrevista, por favor.



*


1. Gostaríamos que você nos falasse um pouco sobre o início, não quando Deus disse “Fiat Lux!” e aconteceu o Big-Bang. Sobre seu início. Como surgiu seu interesse por Ocultismo? Já era algo arraigado à sua pessoa, isto é, você tinha interesse por essas coisas já na infância, ou foi aparecendo aos poucos? E quando e como você decidiu se dedicar aos estudos Ocultos?

Marcelo Del Debbio - Eu sempre estive ligado com o outro lado, desde pequeno já tinha interesse e já sabia de um monte de coisas que depois só vim a confirmar através dos estudos... toda esta facilidade obviamente não vem de apenas uma vida praticando o hermetismo e a alquimia. Minha primeira iniciação foi em 1989 em Magia Celta e, desde então, sempre estive imerso neste ambiente.

2. O que surgiu primeiro na sua vida, o RPG ou o Ocultismo? De que forma se deu sua história com os Role Playing Games, e como aconteceu a “gênese” da nossa querida Daemon?

MDD - O Ocultismo. O RPG foi apenas a maneira mais fácil que encontrei para explicar diversos conceitos sobre alquimia e hermetismo de uma maneira velada, que tornasse simples para as pessoas treinarem visualização, trabalho em grupo, egrégoras e familiaridade com os termos utilizados dentro do esoterismo e das ordens iniciáticas.

3. Se não for incômodo, relate-nos aqueles problemas que envolveram a Daemon, onde houve uma tentativa, principalmente por parte de muitas Igrejas Evangélicas, de proibir a veiculação de alguns títulos da editora, como o livro Demônios: A Divina Comédia. E nos aponte, se achar necessário, onde essas pessoas estão errando ao julgarem o RPG como o “Jogo do Demônio”.

MDD - Eu escrevi um post inteiro sobre o assunto, é melhor passar o link: "RPG Inocente".

4. Entrando na parte mais íntima (sem trocadilhos, por favor). Na sua infância você recebeu algum tipo de formação ou influência religiosa dentro da família? E como foi a reação de seus pais, parentes e amigos próximos quando notaram que o “garoto Del Debbio” estava carregando um bocado de velas e livros-grossos-de-capa-preta pelos cantos?

MDD - Minha família é espírita e minha mãe trabalhou como voluntária mais de 40 anos da FEESP, então nunca tive nenhum problema com eles. Claro que tudo isto faz parte da preparação para me colocar no ponto onde eu estou agora. Sempre me perguntei porque nasci no Brasil, neste preciso tempo-espaço, e não na Inglaterra onde sinto que tenho muito mais afinidade; a resposta é que uma das minhas missões nesta encarnação é justamente trazer para o Brasil este conhecimento, que está praticamente perdido por aqui.

5. Em sua opinião, quais os desafios que os estudantes e adeptos enfrentam hoje em dia (Preconceito, perseguição por parte de religiosos fanáticos, banalização...)? E qual foi seu maior desafio (se é que teve algum) dentro do ocultismo, e de que modo o transpôs?

MDD - Também há dois posts enormes só sobre estes assuntos: "A Corrpução da Magia".

6. Qual foi a primeira Ordem na qual você foi iniciado? Para que esse não se torne um texto quilométrico, devo pedir para que você fale um pouco sobre algumas das Ordens que faz parte.

MDD - Não há nome para o primeiro grupo iniciático que fiz parte. Das ordens que posso comentar, estão a Maçonaria (que acho uma das melhores escolas iniciáticas de todas, mesmo com todos os problemas que ela possui), no Rito Escocês Antigo e Aceito, nas Lojas Madras, Aleister Crowley, Thelema e Soberana Imprensa Maçônica. Também faço parte das Ordens de Aperfeiçoamento Maçonicas (do Rito de York Inglês), da Maçonaria do Arco Real, Ordem Templária, Cavaleiros de Malta e Maçonaria da Marca. No REAA faço parte dos graus filosóficos também. Atualmente ocupo o cargo de Mestre de Cerimônias na ARLS Madras. Na senda Rosacruz, faço parte da AMORC, mas tenho diversos amigos e colegas na FRA (Fraternitas Rosacrucis), Lectorium Rosacruz, OKRC e FR+CN. Na senda Martinista, faço parte da TOM (Tradicional Ordem Martinista) e da Sociedade das Ciências Antigas, mas também tenho amigos na SRIA e em ordens Martinezistas e Cátaras. Na senda da Teosofia, tenho diversos conhecidos na Sociedade Teosófica e Eubiose. Na senda Thelêmica, fiz parte da OTO muitos anos atrás mas me desliguei, tenho contatos em quase todas as descendências de lá, como o CIH e o Collegium ad Lux et Nox. Através do colega Adriano Camargo, conheço a Dragon Rouge no caminho da mão esquerda. Na Umbanda/Candomblé, frequento diversos terreiros e tenho amizades pessoais com cercade 100 exús, bombo-giras, caboclos, índios, ciganas, baianos e pretos-velhos. Segui até os cursos avançados na Casa do Filósofo, que segue a mesma grade do Pró-Vida. Fora os irmãos e colegas pais de santo se precisar de alguma força, hehehe. Além deste véu, existem também Ordens Invisíveis...

6.6. E uma pergunta que talvez fique sem resposta: Você faz (fez) parte da A.’.A.’.? Existe representação oficial desta no Brasil?

MDD - AA? Não... gosto muito de continuar no meu whisky escocês antigo e aceito...

7. De todos os contos, mitologias, panteões e HQs; qual o Herói, Deus, ou > Demônio com o qual você mais se identifica? Conte um pouco sobre ele.

MDD - Nao tenho nenhum favorito... aprendi ao longo de mais de 20 anos a me identificar com TODOS os 7.200 deuses que cadastrei na Enciclopédia de Mitologia. Mas gosto especialmente do Ganesha, o Removedor de Obstáculos.

8. Fale-nos sobre sua Enciclopédia de Mitologia. Este é seu primeiro trabalho que não está ligado diretamente ao RPG? Conte como foi a aventura homérica que é criar e editar um livro dessa dimensão.

MDD - A Enciclopédia é o maior trabalho acadêmico em língua portuguesa, o livro que chega mais perto tem menos da metade dos verbetes que eu coloquei ali. Foram cerca de 10 anos de trabalho duro, escrever uma enciclopédia sozinho não é mole! Tivemos diversas ordálias no caminho, coisas que fariam outras pessoas desistirem,mas creio que consegui realizar um bom trabalho; os leitores gostaram bastante do resultado.

8.8. Aproveite para falar sobre outros projetos seus e o que virá pela frente.

MDD - Por enquanto, estou com o projeto de escrever uma série de livros sobre os assuntos mais sérios do ocultismo: Kabbalah, Astrologia, Tarot, Gematria, Anjos, coisas que se tornaram tão distorcidas no meio "esquisotérico" que nem conseguimos mais reconhecer por aí... Gostei da experiência de abrir os cursos de hermetismo para os leitores do blog; achei que seria uma decepção, mas foi algo realmente interessante e hoje muitos dos leitores que fizeram os cursos já estão iniciados em várias Ordens sérias. É a mudança ocorrendo de dentro para fora e em 2009 (N. Acho que ele quis dizer 2010, mas talvez haja alguma conspiração por trás disso) pretendo continuar com eles. E continuar ajudando as pessoas com o blog.

9. Qual o primeiro e essencial passo para quem decide estudar Magia?

MDD - Imaginação e ceticismo. O Ocultista precisa dominar as 7 artes liberais, conhecer tudo sobre todas as religiões e todas as ciências, além de procurar ser o melhor profissional possível no seu trabalho profano e também com sua família.

Mais uma vez, agradecemos pelo tempo disponibilizado. Abraço, e tudo de bom.

Blog: Teoria da Conspiração
Blog: Daemon Editora
Coluna: Teoria da Conspiração (Sedentário)

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Links interessantes:

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As Leis, Heidegger e Malkuth...


Em primeiro lugar, devemos atentar para o fato de que esse é um assunto delicado, e que não é tão simples quanto parece ser. Para entendermos a necessidade das leis, e por que estas são usadas como o freio e o cabresto dos homens, é preciso realizar uma viagem na história e uma análise da mente humana como um todo. Também é indispensável que o leitor tenha certa perspicácia, e um conhecimento prévio de história e filosofia.

Analisemos então os motivos dados com freqüência pelas autoridades, e por uma parte da sociedade, que afirmam a necessidade das leis.


1. Prevenção: Muitos afirmam que as leis são um travo para os instintos bestiais dos homens e mulheres. E que, com medo de sofrerem punições, estes se privam de cometer atos sórdidos e de pôr em risco a integridade de outras pessoas e instituições.

Reflexão: Claro que isso pode servir para meia dúzia de idiotas, ladrões menores e vândalos imbecis, mas na maioria dos casos esse motivo se mostra improfícuo. É raro que um assassino, por exemplo, que esteja disposto a matar, deixe de fazê-lo por medo de uma possível represália a posteriori. Além do mais, não creio que o código penal seja tão extenso a ponto de um volume repelir um projétil. Uma lâmina talvez, se o exemplar for capa dura (Espero não perder credibilidade com essas piadas non-sense. Dane-se! Hail Monty Phyton!).

2. O impedimento da ocorrência de novos crimes: Dizem que um ser humano após passar uma temporada enjaulado tende a deixar os velhos hábitos para trás. Uma vez punido severamente, não quebrará as normas uma outra vez.

Reflexão: Novamente a afirmação se mostra falha e irreal. É notório o fato que dentro dos próprios cárceres são cometidos inúmeros e hediondos crimes, e que geralmente após a passagem pelo sistema prisional o indivíduo retorna à sua "vida social" pior do que era antes de ser trancafiado.

3. Vingança: A pessoa que foi lesada por outra se sente no direito de revidar. Para que as pessoas não façam justiça com as próprias mãos, e “devolvendo em dobro” acabem criando mais e mais violência supérflua, o estado se reserva ao direito de preservar o criminoso das mãos perigosas e sanguinolentas da vítima.

Reflexão: Não resisti à última piada, mas mesmo assim esse é o único motivo que pode ser considerado válido (pelo menos em parte). "Olho por olho e dente por dente" todos acabariam ficando cegos e banguelas. Desse modo ruiriam as muralhas da economia, pois acabariam os fast-foods e os comerciais de cerveja. De qualquer modo esse pretexto se torna frágil devido às reflexões anteriores.

Vimos as razões que nos são dadas e as contraposições feitas por este que vos escreve. Agora analisemos o motivo real para a necessidade das leis, normas, regras e cartilhas de ética em geral.

O código penal é ridículo. Não ridículo no sentido de grotesco ou histriônico, mas pela sua comicidade. É algo irônico, melhor dizendo. Ridículo sim, mas conveniente. Este tem por objetivo estabelecer normas consensuais e que sejam aplicadas de forma irrevogável sob os auspícios da sociedade vigente. Torna-se irônico, pois é um circulo vicioso, um sansara, por assim dizer. A sociedade procura punir os erros criados por ela mesma. Erros que ocorrem por não terem se preocupado em educar em vez de condicionar. A educação recebida pelas crianças nas escolas, e muito freqüentemente dentro de casa, prepara as mesmas para que venham a ser perfeitos tolos no futuro. Desse modo as pessoas adultas surgem cheias de rancores, orgulhos, complexos e preconceitos. Com um reforçador agravante (maldito juridiquês): vivemos num mundo totalmente desigual, onde a grande maioria vive em condições precárias e a minoria vive na fartura. Para piorar, a grande maioria dessa minoria está pouco ligando para o destino da vida de milhares. Mais uma vez o ego descontrolado se ergue das profundezas do ser. De um lado os egóicos-abastados, que pouco se importam com os "menos sortudos"; e do outro o menino que vive numa favela e que, condicionado pela sociedade, decide entrar para o tráfico, ou se tornar um ladrão de bancos, ou ainda um seqüestrador para tentar atingir uma boa condição social/financeira e assim poder comer no McDonalds e ter os carros e as gostosas dos comerciais de cerveja.

Chegamos a um ponto pelo qual eu estava ansioso. Chegamos ao Dasein (na verdade já estávamos nele). Este é um termo inventado por Heidegger (Filósofo alemão do Século XX), que sem saber (ou não) trazia à tona e coligia a parte problemática da esfera de Malkuth.

Dasein é uma palavra curta, mas de acepção bastante ampla, significando “Ser-aí” ou ainda “Ser-aí-no-mundo-com-as-coisas-e-com-os-outros”. Heidegger se perguntava “O que é o Ser?” quando chegou a conclusão que as pessoas comuns só existem por que estão sempre em contato com o mundo (malkuth, o reino), com as coisas do mundo e com as outras pessoas. Os seres humanos pautam suas existências baseando-se em coisas exteriores, e não interiores. Por isso estão sempre pré-ocupados. Preocupados com que roupa irão vestir na reunião, com a parcela do carro, com o final da novela, com o quê fulano pensaria se, com as contas a pagar... Tudo isso para satisfazer seu ego, que se alimenta das impressões que causa em outras pessoas. Pessoas que são totalmente alheias a Ele Mesmo (seu verdadeiro Eu). O Ser fica impedido de evoluir, pois está imerso em Dasein, em Malkuth. Não transcendem por estarem preocupados com coisas fúteis, e estão preocupados com coisas fúteis por que não transcenderam a eles mesmos. Ainda não abriram suas mentes.

Aqui nos reunimos à filosofia de Sartre. Onde ele diz que a maioria das pessoas não são alguém, são alguma coisa. Alguma coisa no sentido de receberem, ou de se darem um rótulo; tomando-o para si e exercendo essa função. Por exemplo: o empresário de sucesso, o senhor respeitável, a moça de família, o garoto problema, e assim por diante. As pessoas se coisificam. Mas essa história é para outro dia.

Desse modo torna-se necessária a criação de leis, para controlar esse bando de primatas broncos e involuídos. O que faria Moisés, no topo do Monte Sinai, olhando para aquela tropa de Hebreus recém-fugidos do cativeiro? Imagino ele se dizendo “Malditos parvos inúteis! O que farei eu para que esse gado todo não se disperse e acabe se matando ou retornando ao curral do faraó? Ah, já sei.” E aí surgiram as Tábuas da Lei, parodiadas pelo velho legislador a partir da tradição que aprendeu no Egito. Posso dizer que, para as circunstâncias, Moisés foi bastante sábio e eu teria feito o mesmo. Mas temos muitos outros exemplos, onde as leis não buscam priorizar o bom senso, a justiça e o livre-arbítrio; mas visam priorizar os desejos e satisfazer os gozos daqueles que ditam as normas. Isso às custas da liberdade de outrem.

Quando criamos leis e códigos de conduta temos a desculpa de controlar as “pessoas más” para que as “pessoas boas” vivam em paz. Mas enquanto fazemos isso, aproveitamos para pôr em papéis e em prática nossos próprios medos e frustrações. Dizemos: “Castigue!”, se fossemos sábios teríamos dito tempo atrás: “Eduque.”.

Não estou dizendo aqui que um assassino, ladrão ou o-que-quer-que-seja deva ficar impune. Nem que o código penal, como um todo, é inútil. Estou dizendo que a evolução vai se fazendo aos poucos, e que devemos atentar para o fato de que a causa primeva do crime ou dos desentendimentos que por ventura só se resolvem no judiciário, é devido a pouca evolução das pessoas. De que serviria um juiz, um júri, um advogado e um promotor num mundo onde as pessoas fossem justas e sensatas? De que serviria um legislador? No mundo de agora essas artes são necessárias, e quando praticadas com retidão de caráter são belíssimas e eu parabenizo aqueles que estão nesse caminho. Mas devemos progredir pelo caminho do entendimento, da sabedoria e da verdade. Isso ainda é bastante utópico, mas pode vir a ser real. E mais, deve se tornar real. É só o tempo fazer seu trabalho e nós fazermos o nosso.

Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei!

*

Addendum Conspiratório:

De acordo com algumas fontes, principalmente o livro "Memoirs illustrating the history of jacobinism" do Abade Barruel (1797), a primeira cifra apresentada aos Noviços Illuminati era uma em que as letras eram substituídas por números, da seguinte forma:

A=12 B=11 C=10 D=9 E=8
F=7 G=6 H=5 I/J=4 K=3
L=2 M=1 N=13 O=14 P=15
Q=16 R=17 S=18 T=19 U/V=20
W=21 X=22 Y=23 Z=24

Agora vejamos:

As leis = A (12) + S (18) + L (2) + E (8) + I (4) + S (18) = 62

Malkuth = M (1) + A (12) + L (2) + K (3) + U (20) + T (19) + H (5) = 62

Dasein = D (9) + A (12) + S (18) + E (8) + I (4) + N (13) = 64 (Ah, o Heidegger errou por 2, affs...) Ops, errou nada! 6 + 4 = 10! O número da sephira Malkuth! O.O

Como diria o estimado M. Del Debbio: É muita “coincidência” hein!?

Ou seja, enquanto estivermos imersos em Dasein, enquanto não sairmos de Malkuth, sempre haverá a necessidade de alguém superior a nós, para regular as nossas ações através das leis.

Um abraço, e até outra vez.

*

Post Scriptum: Em breve, o deserto mundo psicodélico de Yesod e a filosofia imaginária de Jean-Paul Sartre.

Montagem by, Luiz "El Loco".

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Pichadores Ocultistas de São Paulo...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

AVISO: Este é um post "conspirólogo".

Creio que haja uma grande conspiração por parte dos pichadores para dominar as mentes do habitantes das grandes cidades. Todos são Illuminati. Já venho desconfiando disso há algum tempo. Vejam o por quê:

Os pichadores conhecem Runas! Quem nunca viu esses símbolos ocultos pintados nas paredes das capitais?


Thurizas: A Runa do Deus Thor. É uma Runa de proteção e ataque. Ela defende e devolve as maldições/ bruxarias/ ataques para o seu inimigo.



Tiwaz: Runa de Tyr. Runa de Batalha. Antigamente era gravada nas espadas dos guerreiros nórdicos.



Essas são as mais comuns, afinal eles estão se preparando para a Guerra! Mas também podemos encontrar Berkano, Raidho, Wunjo e até Mannaz. Sem contar a variedade enorme de pentagramas e hexagramas.

Ontem mesmo eu vi uma pichação assim:










Eu não estava com o celular para tirar foto, por esse motivo copiei em meu caderno. Creio que isso seja um sigilo de alguma entidade (se alguém ver e souber de quem é, avise em um comentário). Sem contar os inúmeros tridentes pichados por muros a fora na grande São Paulo. É muito sinistro... o.O

E para completar, do lado dessa arte jazia a seguinte inscrição: "2 x x 9!"

É claro que eu fiz a conta. "2 vezes 9 é igual 18!" Aí pensei: "Sim, 18, e daí?" Foi quando tive uma luz. A conta é 2 vezes 2 x 9! É 2 x 9 + 2 x 9!

2 x 9 = 18

2 x 9 = 18

18 + 18 = 36!

Você acreditam nisso? 36!!! 36 que é igual a 6 x 6 que é igual a 666. Para os atrasados em matéria de Número da Besta eu explico.

6 x 6 = 36

Somem todos os números naturais de 1 até 36 e você obterá o seguinte resultado:

1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 ... + 33 + 35 + 36 = 666!

Agora peguem um Hexagrama (que tem seis pontas) e coloque um número 6 em cada ponta:




Some os três "seis" do triângulo de cima e obterá o impressionante (mas já esperado) resultado: 18. Some o triângulo de baixo e
obterá dezoito da mesma forma. Agora some os dois triângulos e obterá 36!





Percebam que um hexagrama é formado por 12 triângulos equiláteros.


Tendo em vista que um triângulo é formado por três ângulos (e por isso mesmo tem esse nome), faz-se a conta 3 x 12. Que é igual a 36! Nossa, quanta "coincidência", os mesmos números tantas vezes representados em um só símbolo.

E todos levam ao Número da Besta... o.O




Agora para revelar (ou "apocalipsar", em linguagem bíblica) um segredo que só os iniciados conhecem. O Número da Besta representa o Sol.



Tiferet. A Sephira (ou esfera) número 6! O Centro da Árvore. O fruto da vida.

Conclusão: Ou os pichadores são membros de uma Grande Ordem verdadeiramente secreta; ou uma vez ou outra são influenciados por entidades superiores para transpor coisas que eles mesmos não entendem em sua arte... Ou tudo isso é coincidência. Como sabemos que não há coincidência, mas Sincronicidade, nos resta optar por uma das duas anteriores.

*
Post Scriptum:

Some 36 + 36 (ou 2 x 36) e obterá 72. 72 Nomes de Deus presentes na bíblia (em Hebraico), 72 Anjos e 72 Demônios da Goetia.

Sinistro... o.O

Post Post Scriptum: Em breve, "analisando a problemática em Malkuth".


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Sem Título

domingo, 22 de novembro de 2009

Existem dias em que a vida nos parece cruel, insignificante, sem sentido e, muitas vezes, tentamos tomar uma posição indiferente em frente a tudo isso, sem levar em conta a importância desse sofrimento para o grandioso amadurecimento, esse que faz a nossa mente evoluir, crescer, transcender muitos problemas já enfrentados.

E, nos confins da minha alma, através de insólitas reflexões, percebi que o tempo nos deixa muitas cicatrizes. Mas, descobrir isso somente não é tão importante, mas sim a percepção do poder que nos é concedido através delas.

Por mais triste e doloroso, por mais que ela penetre em nossas angústias como uma névoa, como um ávido frio de inverno, as cicatrizes servem de ensinamento. “Eu estou sofrendo”, talvez seja porque eu achei que tivesse tudo e todos em minhas mãos, e, de repente esse “sonho” acaba como um verdadeiro banho de água fria, reluzindo na realidade.

Talvez isso lhe pareça estranho, mas, deveríamos diariamente agradecer as pessoas que nos deixaram mágoas, assim como agradecemos as que nos fizeram felizes, pois, se realmente amadurecermos para isso, compreenderemos corretamente o significado de: “o tempo é o melhor remédio”. Afinal, com o tempo, as nossas feridas cicatrizam, e só nos é concedido o poder da lembrança.

Portanto, é importante que fique em nós a certeza de uma aprendizagem, para que dores passadas não retornem no futuro, sendo assim, o reflexo de um “problema” mal resolvido, e que poderá ocasionar uma reabertura de cicatrizes passadas, ou até mesmo a abertura de novas feridas e futuras cicatrizes.

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Besouro...

domingo, 1 de novembro de 2009

Nesse sábado fui ao cinema para ver "Besouro". Filme dirigido por João Daniel Tikhomiroff. Posso classificá-lo com uma nota entre 7,0 ou 7,5 no máximo, e para ser generoso. Isso o põe na média.

Fui com uma certa empolgação, estava ansioso e esperava ver uma grande obra cinematográfica. Sempre torço pelo sucesso e pela qualidade do cinema nacional, e o tema do filme por si só já é muito interessante. Mas infelizmente, o longa não correspondeu às minhas espectativas. Talvez por que eu tenha ido esperando ver demais.

As cenas que envolveram o lado místico da coisa foram perfeitas. Entre as "participações especiais" podemos contar Ossaim, Oxum, Ogum, Iansã e o bom e velho Exu, aliás, "bom pra quem é bom com ele, e mau pra quem não sabe respeitá-lo".

Essas cenas, junto com as sessões de pancadaria (que são f*da mesmo!), salvaram o filme. Pois o roteiro ficou pouco interessante. Foi aquele velho esquema de filme de kung-fu: O mestre é assassinado e o pupilo vinga o mestre. Além de um trio-amoroso meio que mal-explicado. E tudo acontece muito depressa. Creio que o roteiro poderia ter sido melhor elaborado. E acredito que o diretor poderia ter se esforçado mais. Se tivessem aprofundado na questão da escravidão e do misticismo o filme poderia ter sido melhor. Perderam uma grande oportunidade de fazer um filme maravilhoso, gastaram-na fazendo um filme regular.

Apesar de não ser a obra de Arte que eu esperava ver, é um filme divertido e com muita ação e aventura. Vão ao cinema e tirem suas próprias conclusões. E divirtam-se.

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Poems everybody...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Me disse: "Odeio"!

E esse verbo reverberou em minha mente
Qual a dor d'uma chaga perversa,
horrível e contundente,
Que perturba a agonia última
Que é a última gôta de vida de um doente.

E a Fome, esta madrasta,
Me persegue pela noite.
Numa tortura cruel e nefasta,
Na qual as verdades servem de açoite,
Pois a mentira já está toda gasta.

A chuva escura vem vindo do norte.
Ouço ao longe o dobrar dos sinos da Morte,
Anunciando em seu badalar a terrível sorte
De alguém que outrora pensara ser forte.

O som do silêncio ecoa e se mostra perverso.
A última gôta de chuva cái nesse deserto, espalhando em mim sua essência.
E Eu derramo a minha última gôta de vida nesse verso,
Pois percebi que não há mais sentido na minha existência.


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F.M. (26/10/2009)

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The Black Sabbath

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

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...and the Holy Grail...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Liber Cheth vel Vallum Abiegni
{Sub Figura CLVI}


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1. This is the secret of the Holy Graal, that is the sacred vessel of our Lady the Scarlet Woman, Babalon the Mother of Abominations, the bride of Chaos, that rideth upon our Lord the Beast.

1.Este é o segredo do Santo Graal, que é o sacro cálice de nossa Senhora, a Mulher-Escarlate, Babalon, a Mãe das Abominações, a noiva do Caos, aquela que cavalga o nosso Senhor, a Besta.

2. Thou shalt drain out thy blood that is thy life into the golden cup of her fornication.

2.Deve tu escorrer teu sangue, a tua vida, para o doirado cálice de Sua[2] fornicação.

3. Thou shalt mingle thy life with the universal life. Thou shalt keep not back one drop.

3.Deve tu misturar tua vida com a vida universal. Tu não deverás poupar uma gôta.

4. Then shall thy brain be dumb, and thy heart beat no more, and all thy life shall go from thee; and thou shalt be cast out upon the midden, and the birds of the air shall feast upon thy flesh, and thy bones shall whiten in the sun.

4.Então teu cérebro deverá estar embotado, e teu coração não mais baterá, e toda tua vida de ti deverá partir; e serás arremessado à estrumeira, e as aves do ar banquetear-se-ão com tua carne, e teus ossos embranquecerão ao sol.

5. Then shall the winds gather themselves together, and bear thee up as it were a little heap of dust in a sheet that hath four corners, and they shall give it unto the guardians of the abyss.

5.Então os ventos reunir-se-ão, carregando-te como se fosses uma pequena pilha de pó num lençol com quatro pontas, e dar-te-ão aos guardiões do abismo.

6. And because there is no life therein, the guardians of the abyss shall bid the angels of the winds pass by. And the angels shall lay thy dust in the City of the Pyramids, and the name thereof shall be no more.

6.E porque não há vida ali, os guardiões do abismo concederão passagem aos anjos dos ventos. E os anjos deitarão tuas cinzas na Cidade das Pirâmides, e nome, doravante,não mais existirá.

7. Now therefore that thou mayest achieve this ritual of the Holy Graal, do thou divest thyself of all thy goods.

7.Agora,portanto, para que possas realizar/atingir este ritual do Santo Graal, deve tu livrar-te de todos os teus bens.

8. Thou hast wealth; give it unto them that have need thereof, yet no desire toward it.

8.Tens riqueza? Dá-a àqueles que dela necessitam, contudo não a desejem.

9. Thou hast health; slay thyself in the fervour of thine abandonment unto Our Lady. Let thy flesh hang loose upon thy bones, and thine eyes glare with thy quenchless lust unto the Infinite, with thy passion for the Unknown, for Her that is beyond Knowledge the accursed one.

9.Tens saúde? Assassina-te no fervor de teu abandono em Nossa Senhora. Deixa tua carne pender frouxa sobre teus ossos, e teus olhos mirarem com tua insaciável luxúria o Infinito, com tua paixão pelo Desconhecido, por Ela que está além do Conhecimento, o amaldiçoado.

10. Thou hast love; tear thy mother from thine heart, and spit in the face of thy father. Let thy foot trample the belly of thy wife, and let the babe at her breast be the prey of dogs and vultures.

10.Tens amor? Rasga tua mãe de teu peito, e escarra na face de teu pai. Pisoteia o ventre de tua esposa, e deixa-lhe o bebê ser presa de cães e abutres.

11. For if thou dost not this with thy will, then shall We do this despite thy will. So that thou attain to the Sacrament of the Graal in the Chapel of Abominations.

11.Pois se tu não fizeres este com tua Vontade, então Nós faremos a despeito dela. Deste modo atingirás o Sacramento do Graal na Capela das Abominações.

12. And behold! if by stealth thou keep unto thyself one thought of thine, then shalt thou be cast out into the abyss for ever; and thou shalt be the lonely one, the eater of dung, the afflicted in the Day of Be-with-Us.

12.E,acautela-te!,se por subterfúgio mantiveres-te um pensamento teu, então serás arremessado para o abismo para sempre; e serás o sobre-solitário, o comedor de estrume, o atormentado no Dia do Sê-Conosco.

13. Yea! verily this is the Truth, this is the Truth, this is the Truth. Unto thee shall be granted joy and health and wealth and wisdom when thou art no longer thou.

13.Sim!Verdadeiramente esta é a Verdade, esta é a Verdade, esta é a Verdade. À ti será garantido deleite e saúde e riqueza e sabedoria quando tu não fores mais tu.

14. Then shall every gain be a new sacrament, and it shall not defile thee; thou shalt revel with the wanton in the market-place, and the virgins shall fling roses upon thee, and the merchants bend their knees and bring thee gold and spices. Also young boys shall pour wonderful wines for thee, and the singers and the dancers shall sing and dance for thee.

14.Então cada ganho será um novo sacramento, e este não te corromperá; gozarás com o lascivo na ágora, e as virgens lançarão rosas sobre ti, e os mercadores ajoelhar-se-ão e trar-te-ão ouro e especiarias. Também mancebos manarão maravilhosos vinhos sobre ti,e os cantores e dançarinos para ti cantarão e dançarão.

15. Yet shalt thou not be therein, for thou shalt be forgotten, dust lost in dust.

15.Entretanto, tu não estarás ali, pois tu serás esquecido, pó perdido no pó.

16. Nor shall the aeon itself avail thee in this; for from the dust shall a white ash be prepared by Hermes the Invisible.

16.Nem o próprio éon julgar-te-á nisto; pois a partir do pó será uma cinza branca preparada por Hermes, o Invisível.

17. And this is the wrath of God, that these things should be thus.

17.E trata-se da fúria de Deus, para que estas cousas sejam assim.

18. And this is the grace of God, that these things should be thus.

18.E trata-se da graça de Deus, para que estas cousas sejam assim.

19. Wherefore I charge you that ye come unto me in the Beginning; for if ye take but one step in this Path, ye must arrive inevitably at the end thereof.

19.Por isto,convoco-vos que vindes à mim no Início; pois se vós dais um só passo nesta Senda, vós deveis chegar inevitavelmente no seu término.

20. This Path is beyond Life and Death; it is also beyond Love; but that ye know not, for ye know not Love.

20.Esta Senda está além da Vida e Morte; está, também, além do Amor. Mas esse vós não conheceis, pois vós não conheceis o Amor.

21. And the end thereof is known not even unto Our Lady or to the Beast whereon She rideth; nor unto the Virgin her daughter nor unto Chaos her lawful Lord; but unto the Crowned Child is it known? It is not known if it be known.

21.E o término deste é desconhecido mesmo por Nossa Senhora ou a Besta que Ela cavalga;[sendo também desconhecido] pela Virgem, sua filha, e por Caos, seu legítimo Senhor; mas este é conhecido pela Criança Coroada? Este não é conhecido se for conhecido.

22. Therefore unto Hadit and unto Nuit be the glory in the End and the Beginning; yea, in the End and the Beginning.

22.Portanto sê de Hadit e Nuit a glória no Término e no Começo; sim, no Término e no Começo.


*

Autor: Aleister Crowley {To Mega Therion, 666, A.'.A.'.}

Tradução: R.C.Zarco [1]

Notas:

[1] A tradução de títulos de publicações thelêmicas em geral, faz-se inusual pelo uso abusivo de termos ligados quase exclusivamente a terminologia esotérica em tais nomes. Este uso excessivo de verbetes, composições e arranjos que com dificuldade encontram no vocabulário-comum imediatos sinônimos ou expressões curtas com mesmo conteúdo semântico, amiúde leva os tradutores a capitularem traduzir estes títulos,literalmente, ”herméticos”. Todavia,num esforço contrário ao procedimento corriqueiro, propõe-se uma tradução para o título: "Livro(liber) [da]* existência elementar(cheth) da paliçada/serra(vallum) de Abiegnus**(Abiegni).

*A letra hebréia "cheth", costumeiramente posta no ocultismo ocidental como um termo técnico, carece de um genitivo aqui que supri, por caráter de cognição, com o "da".

**Segundo a tradição Rosa-Cruz, trata-se de um monte sacro, similar a Meru, Lykaos e congêneres, onde Iniciações dar-se-iam e o corpo de seu mítico fundador (Christian Rosencreutz) descansa.

[2] “Sua”(her), aqui, refere-se à Babalon.

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